quinta-feira, 9 de agosto de 2012

il conformista.






Limpava eu, com todo o carinho e fofice, os meus revólveres e metralhadoras, quando deparei com

A revista alemã Der Taggspiegel chegou a traçar uma relação entre os assassínios em massa cometidos pelo americano James Holmes e o norueguês Anders Behring Breivik: nenhum dos dois tinha perfil no Facebook.

Desviei o olhar do monitor para a soturnidade da cave sarnenta, onde nas suas paredes se amontoam bonitos retratos de pessoas que merecem ter uma vida melhor. Depois retirei da cara as cuecas cagadas da minha bisavó e li

E o jornal ainda traz o exemplo do repórter de tecnologia Farhad Manjoo, que escreveu uma coluna para o Slate.com dizendo que não se deve namorar quem está fora da rede social.

Fiquei chateado, e arranquei as plumas do pescoço e a banana do rabo, tecendo considerandos pouco apropriados para a minha pessoa. Mas eu queria mais, e mais tive em

O Facebook tornou-se um espaço tão comum para os cibernautas que não estar presente na rede social transformou as pessoas em estranhas.

Agora é que estava mesmo triste, derramando lágrimas de puro arrependimento por ainda não me ter casado, não ter tido filhos, não fazer churrascos ou sardinhadas com o pessoal, e de ter gostado do Enter The Void. Apenas tens a vida que mereces, dizia eu de mim para mim e para comigo, desgraçadamente rasgando as ligas nas pernas e jurando criar imediatamente uma conta no Facebook, Mark Zuckerberg Seja Louvado, a nossa Salvação, o nosso fuhrer, o nosso B, glória. E antes que se faça tarde,vou já dar nota 10 ao Dark Knight Rises no IMDB.