segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Bruce Geller esteja connosco.






algumas razões elaboradas à pressa e com pouco discernimento sistémico:

- Barbara Bain.

- reaccionarismo ideológico, anti-comunismo primário, conservadorismo nos costumes. Num tempo (1966-73) de algumas das maiores catástrofes naturais da História da Humanidade (Maio de 1968 (papá, vamos ver o Dreamers! É tão xenxual e libertador!), flower power, cantautores engajados apenas politicamente, Simone de Beauvoir e o seu esposo, os Cahiers amarelos, Benfica tri-campeão), deve ter sido bem refrescante assistir a tanta e tão bela genuína demonstracção de amor pelos mais altos valores tradicionais. E tudo impecavelmente vestido, nada daquelas roupas nojentas dos hippies.

- hilaridade e caricatura nos ditadores sul-americanos e respectivos nomes dos países que governam com mão, pé e língua de ferro. "Boa tarde Sr. Phelps. Está a olhar para Andres Hernandez, ditador de El Sombrero, um pequeno país sul-americano que mantém relacções privilegiadas com o inimigo...".

-Barbara Bain.

- Martin Landau (marido de Bain na altura) e seus sotaques alemães, checos, mexicanos, etc. Bela Lugosi em retrospectiva.

- para quem, como eu, considera a sequência do Cruise em Langley o melhor momento da arte ocidental dos últimos mil anos, é certo e sabido que adorará imensas sequências semelhantes na série.  Quase todas elas protagonizadas pelo Barney, o pr...o negro da série, especialista em cozinhados, electrodomésticos, boxe e chaves de fendas.

- Barbara Bain.

-a "sequência do apartamento", em que Briggs/ Phelps dá as instrucões aos seus escravos e em que estes expõem as suas "dúvidas", por entre sorrisos, champanhe e cigarros, é gozo eterno. 

-cigarros, então. Muitos. Todos fumam. Os experts do IMF, os ditadores, os criminosos. Kudos, sobretudo, para Barbara, toda ela sexy envolta em fumo, com as suas jóias, o seu baton, os seus truques de coquette. Ca foda.

- Sid Haig. O juiz no Jackie Brown e o papá dos assassinos naquele filme do Zombie. Entra em vários episódios, desde guarda-costas de um ditador muçulmano a carcereiro. Lindo.

- e, sobretudo, porque desde que o meu papá, aí em 1990 (na altura da transmissão da série-remake) me avisou para não ver "isso, pá! Série de lixo imperialista! Pol Pot para sempre!", que ganhei profunda admiração pelo M:I.

-Barbara Bain.