sábado, 10 de dezembro de 2016

Ela estava com uma gabardine, teria 18 ou 19 anos, a gente escolheu-a porque era bonita, evidentemente, e aproximámo-nos perguntando "o que pensa do cinema português?". E ela levantou literalmente voo gritando "Ai que horror!". E desapareceu. Nem conseguimos perguntar mais nada, Fugiu. Apavorada. Em '65!

Lembrança de Alberto Seixas Santos, em Ler Cinema: O Nosso Caso

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Para além da Isabelle, gostámos daquele momento em que, enquanto uns imbecis "comunitários" e "amigos da natureza" discutem coisas "revolucionárias", ela anda à procura do gato.


A Isabelle Huppert no L'Avenir é o exemplo perfeito da classificação "filme de actriz". Literalmente, pois tudo o resto é insosso e vazio, como em tudo o que tenha a assinatura da Mia Hansen-Love. Este é um cinema deixa andar que passa por um naturalismo supostamente blasé, como os francíus tanto gostam, sobretudo a escola Assayas. Na verdade, é tudo indistinto e indiferente. Deve ser facílimo fazer destes filmes: aponta-se a câmara para algo, filmam-se coisas e pessoas, e depois na edição (no imovie9?) juntam-se os planos, e até à próxima. Nem se pode dizer que seja medíocre, antes inofensivo e anestesiante, ideal para nos baixar a tensão antes de se ir ó médico. Os adeptos do "não-estilo" agradecerão. Supostamente há imensos, que isto anda por aí em todos os tops de "prestígio". 

Lembro-me agora que comprei O Pai das Minhas Filhas há uns três anos, ainda não tinha visto nenhum filme desta jovem. Continua com o celofane. Alguém o quer?


Escandaleira (2).

Escandaleira.


Irina Shayk, em exclusiva conversa telefónica com este blogo, e por entre indisfarçáveis  lágrimas:

É absolutamente vergonhosa a auto-objectificação que eu faço do meu próprio corpo. Tivesse eu lido em criança "As Novas Cartas Portuguesas" e jamais me permitiria a estas figuras, servindo de combustível para punheteiros pervertidos como o senhor. Seu boi!"

Maria Filomena Mónica gosta disto.

Alguém que chame os bombeiros. Esta mulher, um dia destes, morre afogada na própria espuma.

Para esta feminista que adora cinema mas “detesta” O Último Tango em Paris, é impossível não olhar para o filme de Bertolucci sem sentir repulsa por “aquele protagonista insuportável”, de uma “masculinidade transbordante” que agradava a tantos naquela época, e que, de certo modo, continua a prevalecer em Hollywood, embora as mulheres tenham hoje outro poder de negociação na indústria. “As coisas não mudaram assim tanto como isso, mas mudaram um bocadinho. Isto não quer dizer que o corpo da mulher tenha deixado de ser objectificado.” E o do homem? “Não me venha cá com essa de que é igual, que os dois são tratados da mesma maneira n’O Último Tango e noutros filmes porque não são. Nunca foram.” daqui.

Misandria, uma doença socialmente aceite. 

Mas numa coisa esta aventesma tem razão: o filme do Bertolucci é uma merda descomunal. 

domingo, 4 de dezembro de 2016

Fim de emissão. Agora, o hino nacional.

O Seth Rogen é provavelmente o pior "actor" da "história do cinema". 

Perto dele, excrementos da "representação" como o Ryan Reynolds ou a Melissa McCarthy parecem-nos bastante aprazíveis.

E acaba assim a nossa lição por hoje. 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Less is more.

O Nuno Espírito Santo é o novo Buster Keaton: consegue fazer comédia de alto calibre sem mover um músculo facial. 

A bem do FCP: bora, Peseiro! Bora, Ranieri! Bora qualquer equipa enquanto esta putanheira, granítica e cadavérica SAD estiver com assento no poder.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Em função de mais um top dos Cahiers...

...tem de se levantar uma questão essencial: é o festival de Cannes que brocha os Cahiers ou são os Cahiers que mamam no festival de Cannes?