quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

drogas fertilizantes.







Primeiros: o "Estádio" é a possível emulação lisboeta do Jack Rabbit Slim's do Pulp Fiction. Desde uma jukebox poeirenta a sósias do Fassbinder e da Agnés Varda, o maravilhamento cinéfilo é garantido. Ora ontem, os dois autores, fundadores, senhores, e ditadores deste blogo decidiram, ao fim de umas quantas bazukas alcoólicas, escrevinharem numa factura da CP os seus tops tens cinematográficos do presente ano, e das duas décadas passadas. Pensou-se continuar a aventura até aos dias de Lumiére, mas não havia mais papel. Entretanto, o Messi, na tv, enfiava mais duas balas na baliza adversária e o Madrid levava enxerto nesse grandioso estádio de Vigo. As presenças femininas tinham o mínimo de encanto, o que não invalidou um dos autores a afirmar, de forma escabrosa, que "ia tudo a eito!". Um outro, já quase KO com dores de cabeça, delirava:" o Enter the Void vale 100 Godards!", "o Wenders, até ao Paris, Texas, foi o melhor realizador de todos os tempos!". Discutiu-se bezanamente o significado de expressões como "piquena obra-prima" e "filme menor". Aconselharam-se Zurlinis. Festejou-se Gogol. Mandou-se o Sousa Tavares pó caralho, por ter escrito, de forma suez, que o Danilo vale meio Fucile. Já ia a madrugada nos seus inícios quando um dos ditadores envia uma sms a outro:" Foda-se, faltam o Eastwood e o Wiseman nos anos 90!". Um deles, antes de entregar o corpo ao mundo da "magia dos sonhos", visionou um excerto de recente e exótico cinema nipónico. Um espectáculo de beleza animal sem precedentes. Ia tudo a eito!