01.01.2026.

FILMES AVULSO RE (VISTOS) POR AÍ


Das Boot (1981)- 1997 "Director's Cut" (208 minutos). Wolfgang Petersen

Filme: 4/5 (E quando se usavam adjetivos- numa estratégia de menorização- como "estimável" para catalogar um realizador? "O Wolfgang Petersen é um realizador estimável". "O John Badham é um realizador estimável". "O Harold Becker é um realizador estimável". Li eu. Se calhar ainda usam essa caracterização, não faço ideia. De (muito) estimável na sua obra, o Petersen tem este filme e o In the Line of Fire. Nunca vi os Neverendings Storys, ao contrário das cinco milhões de audições da sua canção-tema.)


U-571 (2000). Jonathan Mostow

Filme: 2/5


Revenge (1990). Tony Scott

Filme: 4/5 (O Scott mais novo é como o Bay: devia ter-se ficado pelos melodramas febris e jamais ter colocado ramo verde em terrenos pantanosos de "filme de ação/conspiração/pancadaria".)


Crimson Tide (1995). Tony Scott

Filme: 0/5 (Pedir a um filme produzido pela dupla Simpson/Bruckheimer, realizado pelo Tony Scott, e musicado pelo Hank Zimmer para transmitir tensão, angústia e claustrofobia capaz de fazer gato-sapato dos músculos corporais é o mesmo que exigir ao Luís Pedro Nunes que consiga terminar uma frase sem se engasgar nas próprias palavras.)


Revenge (2017). Coralie Fargeat

Filme: 3/5 (Guerra cultural/sexual. A mesma superfície feminazi/misândrica, responsável pela também superficial rejeição de Revenge há uns cinco anos, na primeira visão, deu lugar, desta vez, a um festival de gulosas gargalhadas de compreensão pela inerente bufonaria programática de todo o projeto. Isso, mais os prazeres estritamente cinematográficos (filme para ver com headphones de muito boa qualidade) e humanos (o cuzinho da belíssima Matilda Anna Lutz) e estamos conversados de como uma revisão de um filme pode operar insondáveis milagres.)


Manhatta (1921). Charles Sheeler & Paul Strand

Filme: 4/5 (Desaceleração e contemplação da arquitetura e respiração de uma cidade. Sempre a mais de dez metros acima do nível do solo.)


Don't Move (2024). Brian Netto & Adam Schindler

Filme: 2/5


Slut (2014). Chloe Okuno

Filme: 3/5


The Woman in the Yard (2025). Jaume Collet-Serra

Filme: 1/5 (Se nasceu em território espanhol, é realizador de cinema e o seu apelido é Serra, é bastante provável que a possibilidade de um filme seu nos agradar se encontre entre uns residuais 0,7 a 4%. Nota: não vi as duas últimas longas-metragens do outro Serra.)


The Seapreme Court (1954). Seymour Kneitel & Tom Golden

Filme: 3/5 (Os filmes de animação Noveltoons, da Famous Studios/Paramount, quase nunca atingiram voos muito altos em termos de qualidade. Também raramente desciam ás lúgubres cavernas da mediocridade, permanecendo ali num modesto limbo trivial, sobretudo se os compararmos com os filmes de animação da Warner da mesma época. The Seapreme Court é um dos seus bons filmes.)


The Two Popes (2019). Fernando Meirelles

Filme: 0/5 (Aguentei ainda menos de vinte e cinco minutos. Cada vez tenho menos idade para suportar fisicamente estas sinistras câmaras destrambelhadas, estas edições tremelicantes e estes miseráveis diálogos expositivos. O Meirelles- e o seu DP- filma um diálogo supostamente íntimo entre os dois papas como se tivesse cheio de pressa para ir á sanita mais próxima.)


Astrakan 79 (2023). Catarina Mourão

Filme: 3/5 (Ainda teria sido melhor se o caminho não se tivesse desviado das "paradisíacas" e gélidas paisagens soviéticas.)

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