sexta-feira, 15 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Eurobola (3)
Napalm exultando não só com a vitória da "seleção de todos nós", como também com a estreia de um filme intitulado "Les deux amis", com realização de um Garrel e argumento de um Honoré.
Eurobola (2)
De dois em dois anos, a turba anima-se com o pontapé na bola e, dando em correr melhor do que seria previsto, a participação portuguesa nos torneios de nações é motivo de batimentos cardíacos acelerados um pouco por todo o país. Junta-se a esse fenómeno, este verão, duas circunstâncias especialmente interessantes: 1) o facto de o desenho do torneio beneficiar a mediocridade (passarem 2 terços das selecções não só permite que equipas que nada façam na fase de grupos sigam em frente como aumenta a possibilidade de tais equipas avançarem na competição sem apanharem adversários dignos de respeito); e 2) o facto de aparecer em Portugal um miúdo de 18 anos que, não obstante a total banalidade e inconsequência do seu futebol, reúne todos os atributos que o povo gosta de ver num jogador (força, agressividade, rapidez, coragem, desinibição, etc.). A euforia em torno de Renato Sanches chegou ao ponto de termos um jornalista, no rescaldo do jogo com a Polónia, a descrever os acontecimentos do jogo do seguinte modo: "Primeiro a Polónia marcou; depois o Renato empatou!" Renato Sanches é hoje, portanto, sinónimo de Portugal.
O Renato lá continuou perdido em campo, a errar posicionamentos e a errar decisões com bola, mas cheio de confiança. E a única coisa que as pessoas vêem é a bola nas redes e a confiança com que os jogadores andam em campo. Não vêem as distracções constantes do Renato, os maus passes sistemáticos, as decisões absurdas, a imaturidade táctica. Não vêem nada disso. Vêem um miúdo com força e desinibido, e acham que é a reencarnação do Eusébio. Ou a reencarnação de D. Afonso Henriques, à espadeirada aos mouros.
Como aquilo de que as pessoas que vêem futebol gostam mesmo é de touradas, gostam de ver o touro a investir contra os cavaleiros, de preferência muitas vezes e com toda a força. Enquanto não perceberem que o futebol não é tourada, não perceberão que aquilo que tanto admiram no futebol de Renato Sanches é tão entusiasmante quanto improdutivo. A exultação colectiva com a jogada de Renato Sanches aos 25 minutos representa fidedignamente a taurofilia dos adeptos portugueses: Renato leva para a linha, tenta passar por onde era praticamente impossível que o fizesse, perde a bola e, mesmo assim, as pessoas gritam de emoção e arrancam cabelos.
O Renato lá continuou perdido em campo, a errar posicionamentos e a errar decisões com bola, mas cheio de confiança. E a única coisa que as pessoas vêem é a bola nas redes e a confiança com que os jogadores andam em campo. Não vêem as distracções constantes do Renato, os maus passes sistemáticos, as decisões absurdas, a imaturidade táctica. Não vêem nada disso. Vêem um miúdo com força e desinibido, e acham que é a reencarnação do Eusébio. Ou a reencarnação de D. Afonso Henriques, à espadeirada aos mouros.
Como aquilo de que as pessoas que vêem futebol gostam mesmo é de touradas, gostam de ver o touro a investir contra os cavaleiros, de preferência muitas vezes e com toda a força. Enquanto não perceberem que o futebol não é tourada, não perceberão que aquilo que tanto admiram no futebol de Renato Sanches é tão entusiasmante quanto improdutivo. A exultação colectiva com a jogada de Renato Sanches aos 25 minutos representa fidedignamente a taurofilia dos adeptos portugueses: Renato leva para a linha, tenta passar por onde era praticamente impossível que o fizesse, perde a bola e, mesmo assim, as pessoas gritam de emoção e arrancam cabelos.
Eurobola (1)
Uma seleção que, num espaço de uma década, passa de ter como sua referência principal isto
para isto
só tem o que merece
Entretanto.
Julia Louis-Dreyfus, conhecia atriz da série Seinfeld, esteve em Portugal e participou na incrível festa portuguesa, tendo partilhado uma foto nas redes sociais.
terça-feira, 5 de julho de 2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Felicidade 1, Cinismo 0
Ontem, a caminho de casa:
- Tu és de Portugal.
- Sou.
- E como é que não vais festejar?
- Festejar o 5º empate?
- É SÓ EMPATES LALALALALALALALA, É SÓ EMPATES LALALALALALALA, CAMPEÃO DA EUROPA SÓ COM EMPATES LALALALALALALALALALALALALALALALA...
- Tu és de Portugal.
- Sou.
- E como é que não vais festejar?
- Festejar o 5º empate?
- É SÓ EMPATES LALALALALALALALA, É SÓ EMPATES LALALALALALALA, CAMPEÃO DA EUROPA SÓ COM EMPATES LALALALALALALALALALALALALALALALA...
terça-feira, 28 de junho de 2016
Filmes que hoje em dia incendiariam as "redes sociais" (1)
Upon its release in 1980 (on Christmas Day, no less), the slasher classicManiac, directed by William Lustig, was outright panned. Perhaps I’m being coy: It was charged on and seized as if it were the kingdom of a medieval conqueror who had raised a hellish army whose mission it was to do nothing but massacre the innocent, defile women, feed on the leftover flesh, and quench their thirst with the puddles of excess blood. Roger Ebert and Gene Siskel very nearly issued a fatwa in the name of cinema, imploring viewers ofSneak Previews to boycott the film and deeming it unwatchable and vacuously cruel. Feminist groups nationwide went into an epic tizzy over the film’s grotesque depiction of women’s deaths in studio lofts, seedy motel rooms, and on subway platforms throughout Manhattan. New York City parents, taking their kids along with them to see First Family and passing by the poster with a woman’s decapitated head gripped in one hand and a bloody knife in the other, wrote letters to local politicians and newspapers, made irate phone calls to radio stations, and screamed their heads off at PTA meetings.
L' Ombre des femmes
"Num austero e sumptuoso preto e branco..."
O co-autor deste blogo aventou a hipótese de gostarmos desta Garrelada. Suspeitamos que só devido ao protagonista ser um retardado e/ou misógino.
Não é nada atrasado mental. Olha aqui:
Como se escreveu há tempos, e muito bem, há uma história do cinema do coração. A minha está cheia de Bulldozers, nunca os recusarei. Sem eles não teria chegado à outra história do cinema.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
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